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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

BOLSA DO CLIMA DE CHICAGO ANUNCIA QUE PODE FECHAR AS PORTAS ATÉ O FIM DDE 2010

03/11/2010 - Autor: Fabiano Ávila - Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais

A Bolsa do Clima de Chicago corre o risco de não existir mais a partir do ano que vem pela falta de apoio governamental, porém um novo esquema de comércio de carbono deve unir 11 estados liderados pela Califórnia já em 2012




As principais empresas participantes da Bolsa do Clima de Chicago (Chicago Climate Exchange - CCX), único mercado nacional de comércio de carbono dos Estados Unidos, comunicaram na última semana que não desejam mais participar das negociações.

“A grande maioria dos nossos parceiros afirmaram que não tem mais interesse em realizar negociações voluntárias, pois não recebem nenhum tipo de apoio da atual administração”, explicou Jeff Sprecher, presidente executivo da InternationalExchange e proprietário da CCX.

A bolsa opera desde 2003 um esquema voluntário de créditos de carbono, mas com força legal, para ajudar as empresas norte-americanas a atingirem suas próprias metas. O modelo atraiu gigantes como Ford, IBM e Intel.

Ao todo a CCX possui 450 membros, de indústrias a universidades, e ajudou a evitar as emissões de mais de 700 milhões de toneladas métricas de CO2, o equivalente a tirar 140 milhões de carros das ruas por ano.

Todo o esquema funcionava com a promessa de que o governo norte-americano em algum momento aprovaria uma lei climática que limitasse as emissões de gases do efeito estufa no país.

Mas a estagnação dessa proposta há meses no Senado fez com que as empresas resolvessem que não há mais porque gastar suas energias nesse tipo de iniciativa.

Republicanos

Se o projeto de lei climática já encontrava oposição em um congresso com a maioria democrata, agora, com a vitória dos republicanos nas eleições desta terça-feira, ele deve ficar cada vez mais distante da realidade.

Com alguns poucos resultados ainda a serem divulgados, os republicanos ganharam pelo menos 57 cadeiras na Câmara, o que lhes dá um total de 239 contras as 183 dos democratas.

Os republicanos foram eleitos basicamente com a promessa de cortar gastos para combater a crise financeira. Além disso, muitos do chamado “Tea party”, grupo conservador dentro do partido republicano que se consolidou como uma força política nos EUA, chegam a afirmar que as mudanças climáticas são uma fraude.

Diante disso, questões ambientais e climáticas devem sair do foco e deixar de serem prioridades do governo.

“As pessoas mandaram um claro sinal para o presidente de que está na hora de mudar de curso. Temos que reduzir gastos e usar os recursos apenas em problemas prioritários”, afirmou o deputado republicano John Boehner.

Iniciativas locais

As esperanças dos Estados Unidos terem uma postura mais pró-ativa com relação às emissões recaem agora sobre os estados.

Apesar da necessidade de uma reforma abrangente, os dez estados participantes da Regional Greenhouse Gas Initiative (RGGI) devem continuar com o esquema que já acumulou US$ 730 milhões em permissões negociadas desde 2009.

A Califórnia também anunciou o plano de criar um esquema a partir de 2012 do qual participariam outros 11 estados e províncias canadenses, o Western Climate Initiative (WCI).

Mas devido à crise econômica, uma opção foi dada aos eleitores californianos para que escolhessem se adiavam ou não a proposta. Os californianos decidiram que não podem mais esperar pelo governo federal e deram luz verde para que a iniciativa avance.

Dependendo do preço e liquidez das permissões, o WCI poderá estar valendo entre US$10 bilhões a US$ 30 bilhões em 2015,.

O possível passo atrás do governo federal norte-americano deve influenciar negativamente a Conferência do Clima de Cancún (COP 16) que começa no fim do mês. Mas para a consultoria Point Carbon, a decisão da Califórnia vai ajudar a equilibrar a questão.

“A importância simbólica do apoio dos californianos não pode ser desconsiderada. Se o estado tivesse votado pelo adiamento do esquema, os negociadores norte-americanos em Cancún teriam muito pouco o que mostrar. Além disso, a criação do WCI pode ajudar a colocar as ferramentas de mercado de volta às prioridades do governo federal”, concluiu Emilie Mazzacurati, chefe de pesquisas em carbono para a América do Norte da Point Carbon.

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